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Bamboo magazine, San Paulo

02/10/2016| TEXTO MARIA SILVIA FERRAZ; FOTOS RUY TEIXEIRA E CORTESIA DOS DESIGNERS

Um caso de amor com o brasil

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Casa Vogue Design, San Paulo

27/09/2016| POR REGINA GALVÃO; FOTOS RUY TEIXEIRA/DIVULGAÇÃO 

Andrea Zambelli e Nat Wilms, do coletivo Hillsideout, criam móveis de madeira para Firma Casa

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Dupla ítalo-alemã cria mobiliário de madeira durante a primeira experiência de residência artística da empresa paulistana. A coleção completa chegará ao showroom em 20 de outubro

 A Firma Casa, uma das mais descoladas lojas de design de São Paulo, apresentou hoje aos jornalistas a dupla que está preparando a próxima coleção de móveis da marca. A alemã Nat Wilms e o italiano Andrea Zambelli, do Hillsideout, chegaram ao país em julho e, desde então, conceberam peças únicas inspiradas no caos da metrópole paulistana. O contraste de materiais reflete essa temática. “Fiquei surpreso com a variedade de tons e tipos da madeira brasileira. Misturamos algumas delas com o acrílico e a resina para trazer transparência aos móveis”, conta Andrea. Casados e esperando o primeiro filho, que se chamará Artur, os dois se dividiram entre Higienópolis, bairro onde moraram por alguns meses, e a Vila Madalena, local da marcenaria alugada pela empresa para essa primeira residência artística. “Produzir aqui torna os produtos muito mais competitivos comercialmente”, avalia Sonia Diniz, dona da Firma Casa.

A linha “Just Contrast”, a ser lançada oficialmente no dia 20 de outubro sem a presença de Nat, que viaja nesta quinta-feira para Berlim, terá entre nove a onze itens, como mesas de diversos tamanhos, aparador, banco e armário. Essa não é a primeira vez, aliás, que o casal vivencia essa experiência. Do período que estiveram no México, idealizou um pendente que reflete imagens na parede (nas fotos acima e logo abaixo) e que também integrará a exposição. Formado desde 2009, o Hillsideout fez sua estreia na badalada loja de Rossana Orlandi, em Milão. “Do Brasil, levarei na memória os risos frequentes dos marceneiros durante o trabalho. As pessoas aqui, apesar de todos os problemas, parecem estar de bem com a vida”, afirma Andrea.


O Estado de São Paulo

01/10/2016 | POR MARCELO LIMA; FOTOS: DIVULGAÇÃO 

Made in São Paulo

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Um feixe de luz emerge de um emaranhado de sarrafos projetando na parede a imagem de uma flor solitária e anônima. Destas que insistem em brotar nos cantos mais inesperados. “Sim, concordo que o lustre sugira arranha-céus. Só não concordo em relação à flor. São Paulo é cheia de flores. É só olhar com cuidado”, declara a designer Nat Wilms, ao lado do marido Andrea Zambelli, sócia-fundadora do estúdio ítalo-alemão Hillsideout. Coletivo que acaba de participar da primeira residência artística patrocinada pela galeria de design Firma Casa, da empresária Sônia Diniz. Um projeto que pretende convidar profissionais de todo mundo para viver e produzir em São Paulo. No caso do Hillsideout foram seis meses na cidade e um saldo ainda incerto de móveis. “Garanto que estarão na Firma dia 20 de outubro. Agora o número exato de peças ainda não podemos precisar” afirma Zambelli, que acompanhado de Nat, falou ao Casa sobre a experiência.

Como foi viver e trabalhar em São Paulo? 

Andrea Zambelli: Estivemos aqui em 2014, quando participamos da feira MADE. Desta vez, passamos três meses, vivendo em dois bairros muito interessantes, apesar de muito distintos: Higienópolis e depois Vila Madalena, para ficarmos mais próximos da marcenaria onde trabalhamos. Eu, me ocupando mais da prospecção de materiais e da produção das peças. Nat se dividindo entre a oficina e expedições pela cidade à cata de referências e registros, da manhã à noite. São Paulo muda muito ao longo do dia.

Como vocês trabalham? Dividem funções? 

Nat Wilms: Criamos de forma conjunta, mas a partir de habilidades específicas. O Andrea é restaurador profissional. Seu trabalho consiste em mesclar antigas técnicas de manipulação da madeira com materiais e procedimentos contemporâneas. Além de impecáveis trabalhos de marchetaria, ele executa encaixes perfeitos, com rara utilização de pregos. No meu caso, acredito que minha formação em escultura e cinema, me direciona mais para a questão da memória, que procuro captar por meio da fotografia, do vídeo, da escrita. A partir destes registros me proponho a criar narrativas capazes de dar vida aos objetos que produzimos.

De que forma os móveis produzidos por aqui se conectam à cidade? 

AZ: Antes de mais nada pela utilização de madeiras nativas, com cores incríveis, como o roxinho e a imbuia. Elas são mais duras, dão mais trabalho, mas o resultado é fantástico.

NW: Por meio de referências a espigões como o edifício Martinelli, à cultura do grafite, mas, sobretudo por meio de suas contradições: ora bela, ora feia; ora rica, ora pobre. Não por acaso o nome da coleção é “Just contrast” (Apenas contraste).


emobile.com.br, Design San Paulo

14/10/2016 | Por: Phaenna Assumpção

Firma Casa promove exposição com coletivo de design Hillsideout

Coletivo formado pelo casal Andrea Zambelli e Nat Wilms se inspira na cultura paulistana para produção de mobiliário autoral; peças estarão expostas na Firma Casa a partir de 20 de outubro

Deixar seu próprio espaço de produção em busca de novas referências, nutrir-se da liberdade que um novo espaço proporciona para a inspiração e o aprimoramento de trabalhos já realizados. Com esse intuito, nasceu a primeira residência artística de design realizada pela Firma Casa, em São Paulo, que tem como participantes os designers Andrea Zambelli e Nat Wilms, do coletivo ítalo-alemão Hillsideout. Convidados para a experiência criativa, o casal produzirá, especialmente para exibição na Firma Casa a partir de 20 de outubro, sete peças de mobiliário feitas a partir de sua pesquisa no Brasil.

Andrea e Nat unem as tradicionais técnicas de marcenaria italiana com a cultura paulista e a madeira brasileira, combinando-as com materiais contemporâneos, como o acrílico e resinas, compondo um mobiliário singular, com personalidade e cheio de história.

Inspirado em modelos de residências internacionais, o projeto tem como objetivo oferecer a profissionais da área um espaço articulador de experiências, estimulando novas possibilidades de se pensar e fazer design na atualidade, investindo na potente triangulação entre artista, público e contexto.

São Paulo

A capital paulista entra na obra do casal por meio de seus espigões históricos, como o Edifício Martinelli; a cultura da pichação e do grafite, que faz da cidade a segunda capital do mundo na arte urbana; suas contradições – ora bela e acolhedora, ora feia e abandonada – e o viés histórico, o que a levou a ser a cidade mais rica da América do Sul. No caso, a riqueza oriunda da exportação do café.

“Essa residência nos permite compreender melhor o país a partir da cidade de São Paulo, onde estamos em uma imersão completa e profunda desde que chegamos, e estabelecer as relações entre coisas aparentemente distintas, como os altos edifícios e a cultura do café”, afirma Nat.

Os contrastes da capital foram refletidos na composição de uma coleção por eles chamada de “Just contrast” (Apenas contraste). Nela, as peças foram criadas a partir da justaposição de madeiras de formas e cores distintas. Entre os móveis desenhados e confeccionados pela dupla durante a sua estadia no país estão mesas de tamanhos diversos, um banco e um armário.

A matéria-prima

Se São Paulo fornece a história e a cultura que dão alma ao mobiliário que o casal tem confeccionado na residência, a Amazônia fornece a madeira, autenticada, que serve de matéria-prima.

Habituado sempre a trabalhar com a madeira local, o casal escolheu para sua produção no Brasil madeiras tipicamente brasileiras, como o jequitibá, a muiracatiara e o freijó. “Nós temos madeiras maravilhosas na Europa, mas nada se compara com as madeiras da Amazônia. Aqui, temos madeiras com cores incríveis, como o roxinho e a imbuia. Elas são mais duras e exigem um trabalho mais intenso”, afirma Andrea.

Durante os estudos e a busca de referências, Andrea e Nat descobriram o cobogó brasileiro, elemento arquitetônico que possibilita uma iluminação natural e parcial de ambientes internos, dotando-os ainda de uma sutil privacidade e permitindo a ventilação. O elemento, que se assemelha a um tijolo vazado, foi patenteado por um trio de engenheiros nos anos 1920, em Recife. Para além de sua função prática, o cobogó se popularizou na arquitetura brasileira por seu papel também decorativo. Isso porque com a incidência da luz, por ele se desenham sombras que dão um toque especial aos ambientes que protegem.

Ao se deparar com tais elementos, Nat enxergou neles semelhanças formais com o alfabeto tupi-guarani – descoberta recente que tivera como impulso de suas pesquisas acerca dos pichos e grafismos típicos da capital paulista.

Inspirada pelos blocos vazados, a designer transferiu então alguns desses ideogramas a placas de acrílico que formam mosaicos no tampo de uma das mesas criadas pelo casal. Em alusão às palafitas – edificações comuns a regiões alagadiças da Amazônia, construídas de modo a evitar a correnteza dos rios -, o móvel traz ainda pés de acrílico transparente, que dão à peça uma leveza peculiar.

Exposição do Coletivo Hillsideout

Abertura: 20 de outubro
Local: Firma Casa
Endereço: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1487, São Paulo
Telefone: (11) 3385.9595
Horário de funcionamento: segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h
Entrada gratuita


Lilian Pacce

 20/10/2016, POR LILIAN PACCE

Alemã e italiano expõe peças de design no Brasil

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Dica boa pra quem curte design: rola na Firma Casa, que é das melhores lojas de móveis de SP, uma expô do Hillsideout, formado pelo casal Andrea Zambelli e Nat Wilms – ele italiano, ela alemã. A dupla veio pra cidade em um processo de imersão na cultura do país por 3 meses e criou peças e móveis baseados em suas impressões.

Da capital paulista saem formas como as do Edifício Martinelli construído em 1929 e considerado o primeiro arranha-céu do Brasil, e a inspiração na arte de rua. Já a matéria-prima vem da Amazônia, de árvores como jequitibá, muiracatiara e freijó, todas autenticadas. A mistura de materiais é uma das características que mais chamam a atenção no resultado: as madeiras aparecem em harmonia com acrílico, bem bacana! Pra conferir, clica na foto e acessa a galeria – e passa lá!

Durante os estudos e a busca de referências, Andrea e Nat descobriram o cobogó brasileiro, elemento arquitetônico que possibilita uma iluminação natural e parcial de ambientes internos, dotando-os de uma sutil privacidade e permitindo a ventilação.

A dupla internacional enxergou nos cobogós semelhanças formais com o alfabeto tupi-guarani, descoberta recente que fizeram ao pesquisar também os pichos e grafismos típicos da capital paulista.

Os designers transferiram então alguns desses ideogramas a placas de acrílico que formam mosaicos no tampo de uma das mesas.

Em alusão às palafitas – edificações comuns de regiões alagadiças da Amazônia, construídas de modo a evitar a correnteza dos rios -, o móvel traz ainda pés de acrílico transparente, que dão à peça uma leveza peculiar.


Arc Design

26/10/2016

Firma Casa recebe a mostra Hillsideout

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Os designers Nat Wilms (Alemanha) e Andrea Zambelli (Itália), do coletivo Hillsideout, a partir de suas pesquisas no Brasil, desenvolveram sete peças de mobiliário que, desde o dia 20 de outubro, podem ser vistas na Firma Casa, em São Paulo.

O casal, convidado para a primeira residência artística de design realizada pela Firma Casa, criou peças inovadoras que unem as tradicionais técnicas de marcenaria italiana com a cultura paulista e a madeira brasileira, combinando-as com materiais contemporâneos, como o acrílico e resinas, compondo um mobiliário singular.


Elle Brasil, Novembro 2016


CASA VOGUE #375, Novembro 2016

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